Por que contrato e a pessoa não fica?

Erros no recrutamento que explicam por que a pessoa não fica na empresa

Essa é uma das perguntas mais recorrentes entre empresários e líderes.

Na maioria dos casos, a resposta não está na falta de profissionais, mas sim na forma como a contratação é conduzida. Recrutar sem estratégia gera custos ocultos, frustra líderes, sobrecarrega equipes e compromete resultados.

Os dados mostram que contratar errado é um dos principais gatilhos do turnover.

O que os números revelam sobre contratações equivocadas

  • Estudos amplamente utilizados pelo mercado indicam que até 80% do turnover nos primeiros meses está relacionado a erros no processo de recrutamento e seleção.
  • Uma parcela significativa dos profissionais que pedem desligamento nos primeiros 12 meses relata expectativas desalinhadas em relação à função, à liderança ou à cultura da empresa.
  • O custo de uma contratação equivocada pode variar entre 50% e 200% do salário anual do colaborador, considerando desligamento, novo recrutamento, integração e perda de produtividade.

Esses números deixam claro: recrutar não é preencher vaga — é tomar uma decisão estratégica.

Onde as empresas mais erram ao contratar

Antes de falar sobre soluções, é importante entender os erros mais comuns:

  • Pressa para ocupar a vaga
  • Descrição de cargo vaga ou irreal
  • Foco excessivo apenas na experiência técnica
  • Entrevistas superficiais
  • Ausência de avaliação comportamental
  • Falta de alinhamento cultural

O resultado? Pessoas tecnicamente boas, mas comportamentalmente desalinhadas, que não permanecem.

7 pontos que facilitam a contratação certa e reduzem o turnover

1️ Clareza total sobre o que a empresa realmente precisa

Antes de entrevistar alguém, o empresário precisa responder:

  • Qual problema essa pessoa vai resolver?
  • Quais entregas são esperadas?
  • Que tipo de comportamento é indispensável?

Contratar sem clareza gera frustração para ambos os lados.

 

2️ Descrição de cargo realista e transparente

Prometer crescimento rápido, rotina leve ou autonomia inexistente é um dos maiores gatilhos de saída precoce.

Transparência gera permanência.
Expectativas alinhadas reduzem desistências.

 

3️ Avaliar comportamento, não só currículo

Currículo mostra o que a pessoa já fez.
Comportamento mostra como ela faz.

Avaliações comportamentais ajudam a identificar:

  • Perfil de comunicação
  • Resiliência à pressão
  • Capacidade de trabalho em equipe
  • Aderência à cultura da empresa

 

4️ Entrevistas por competências (não por “feeling”)

Perguntas genéricas geram respostas genéricas.

Entrevistas bem conduzidas exploram:

  • Situações reais vividas pelo candidato
  • Como ele reagiu a desafios
  • Quais decisões tomou sob pressão

Isso reduz drasticamente contratações baseadas apenas em empatia ou simpatia.

 

5️ Avaliar o alinhamento cultural

Não basta saber se o candidato é bom.
É preciso saber se ele funciona dentro da cultura da empresa.

Valores, ritmo, estilo de liderança e forma de comunicação precisam estar alinhados — ou o desligamento será apenas uma questão de tempo.

 

6️ Envolver a liderança no processo de forma estruturada

Quando o líder participa sem preparo, tende a escolher “alguém parecido com ele”.

O ideal é que a liderança:

  • Participe com critérios claros
  • Entenda o perfil comportamental buscado
  • Seja corresponsável pela decisão

Líder que escolhe melhor, retém mais.

 

7️ Onboarding bem feito é parte da contratação

Muitas empresas perdem profissionais nos primeiros 90 dias, não por erro de perfil, mas por falta de integração.

Um onboarding estruturado:

  • Reduz ansiedade
  • Acelera performance
  • Aumenta o vínculo com a empresa

Contratar não termina na assinatura do contrato.

Se após ler tudo isso você perceber que precisa de ajuda, pode contar com a JOBZ. Teremos o maior prazer em realizar esse serviço, afinal são mais de 10 anos realizando recrutamento e seleção em todo o país.

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